• Participe da Caminhada de Santa Luzia 2017

    A Caminhada em louvor a Santa Luzia , organizada pelo músico Pontinelle, que começou com 4 devotos há mais de uma década, conquistou Santo Antônio do Monte, se tornando um dos movimentos religiosos de interação urbano/rural mais bonitos da comunidade católica da cidade.

    Ao longo dos anos a caminhada ganhou o apoio das três paróquias e centenas de pessoas passaram a realizar o trajeto da cidade à comunidade do Raposo no domingo próximo ao dia de Santa Luzia, 13 de dezembro.

    Neste ano, os fíes começam a se organizar na madrugada do dia 10, na Paróquia Dom Bosco, à partir das 3h. De lá passam na Igreja Matriz da Paróquia Santo Antônio às 3h30 e seguem para a Paróquia São José às 4h30, de onde saem em caminhada para a comunidade do Raposo.

    Pontinelli agradece todos os devotos de Santa Luzia e a comissão organizadora pelo apoio. “Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo, Viva Santa Luzia”, bendiz.

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    Programação da festa:

    Dia 02 de dezembro (sábado)

    19h: Missa na casa do Joaquim e Renata (Comunidade do Raposo)

    Celebrante: Padre Adelson

     

    Dia 09 de dezembro (sábado)

    2ª Roda de viola em prol da reforma da Igreja de Santa Luzia (Comunidade do Raposo)

    Inscrições pelo telefone: (37) 99835-1794

     

    Dia 10 de dezembro (domingo)

    Caminhada em louvor a Santa Luzia

    9h30: Chegada dos Romeiros

    10h00: Celebração da Santa Missa com o Padre Gilson

    11h30: Almoço beneficente

     

    Dia 13 de dezembro (quarta-feira)

    06h00: Alvorada de fogos e Repique do Sino

    06h30: Terço a Santa Luzia

    15h00: Missa solene de Santa Luzia, em seguida, procissão com a venerada imagem de Santa Luzia com o Padre Gilson

     

    HISTÓRIA DA VIDA DE SANTA LUZIA

    corpo permanece intacto.

    Santa Luzia (ou Santa Lúcia), cujo nome deriva do latim, é muito amada e invocada como a protetora dos olhos, janela da alma, canal de luz.

    Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe queria vê-la casada com um jovem de distinta família, porém pagão. Ao pedir um tempo para o discernimento foi para uma romaria ao túmulo da mártir Santa Ágeda, de onde voltou com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimento por que passaria, como Santa Ágeda.

    Vendeu tudo, deu aos pobres e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Santa Luzia, não querendo oferecer sacrifício ao deuses e nem quebrar o seu santo voto, teve que enfrentar as autoridades perseguidoras e até a decapitação em 303, para assim testemunhar com a vida, ou morte o que disse: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade”.

    Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Ilha da Sicília. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.

    Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (“Luzia” deriva de “luz”), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

    Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra “A Divina Comédia”, que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.

    Divulgação

    Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.

    Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

    Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.

    Fonte: Canção Nova

    Sobre o autor:
    Patricia Borges
    Patricia Borges

    Editora e proprietária da Revista Ágora. Estudou Gestão da Comunicação Integrada/Publicidade e Propaganda na instituição de ensino PUC Minas Arcos. Alguém que acredita que mais importantes que as repostas, são as perguntas que a gente faz.

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