• Juíza dá 30 dias para Copasa começar as obras da nova captação de água em Samonte

    Para garantir o abastecimento de água na cidade, a Procuradoria Municipal refez seu pedido de providências junto ao Poder Judiciário na ação que move contra a Copasa, uma vez que, de forma demasiada, a concessionária impôs a população novo racionamento de água, sem que houvesse o cumprimento de diversas imposições determinadas pela justiça.

    A Companhia de Saneamento de Minas Gerais informou  às autoridades municipais, que o racionamento de água em Santo Antônio do Monte entrou em vigor nesta terça-feira (05).

    A recomendação é que todos os cidadãos fiquem atentos ao cronograma, que dividiu a cidade em três regiões, sendo que cada uma ficará abastecida dois dias e sem abastecimento de água. Conforme aconteceu em anos anteriores, os registros serão fechados e abertos às 17h de cada dia.

    Coincidentemente, havia sido divulgado na semana passada, que a presidente da Câmara Viviane Greco e o vereador Gustavo Couto teriam reunião com a diretoria da Copasa em Belo Horizonte nesta data. Diante a notificação, o prefeito Dinho do Braz fez questão de acompanhá-los.

    No encontro com a presidente da Copasa, Sinara Inácio Meireles Chenna e com  Frederico Lourenço Ferreira, diretor responsável pela região Centro Oeste, a comitiva cobrou mais uma vez as obras no córrego Diamante. Segundo informações, o projeto está em fase de licitação e as obras devem ser iniciadas em janeiro de 2018. Segundo a direção da Copasa estão previstos 8 milhões de reais em investimento.

    Executivo e Legislativo exigiram responsabilidade por parte da Copasa, caso haja necessidade de rodizio de água. Isso garantirá o funcionamento das escolas, creches, hospitais, lar Vicentinho, APAE, Fórum, Ministério Público, Delegacia, Quartel da PM e outras instituições públicas. Os representantes municipais saíram de lá com o compromisso de que o serviço básico mínimo será mantido à população em geral, até o período das chuvas, quando o atendimento voltará ao normal.

    Avançando as ações para garantir o abastecimento de água na cidade, o Procurador do Município Júnio Henrique Sousa,  refez seu pedido de providências junto ao Poder Judiciário na ação que move contra a Copasa, baseada na liminar aberta em 2015 (clique aqui para relembrar), uma vez que, de forma demasiada, a concessionária impôs a população novo racionamento de água, sem que houvesse o cumprimento de diversas imposições determinadas pela justiça.

    O esforço foi aceito pela juíza da Comarca de Santo Antônio do Monte, Dra. Fernanda Campos de lana Alves e na nova decisão, a Copasa deverá iniciar em até 30 dias, obras de captação de águas do córrego diamante e em caso de descumprimento fixou multa diária, de 20.000 por dia até o limite de um milhão de reais.

    “Por enquanto, o racionamento está mantido, o que faz necessária a urgência de nos unirmos para evitar o desperdício de água e, assim, evitar que o racionamento permaneça por mais tempo. Não há previsão de chuva para o mês de setembro, então, sejamos conscientes!” postou a Câmara de Samonte na sua página do Facebook.

     

    Sobre o Bairro Pedro Lacerda Gontijo

     

    No dia 01 de setembro, os vereadores Viviane Greco e Gustavo Couto, juntamente com a engenheira ambiental da Prefeitura Isabella Garibaldi e com o secretário de Assistência Social Antônio Camargos, visitaram a elevatória no Bairro Pedra Lacerda Gontijo.

    No local se reuniram  com a superintendente regional da Copasa, Ivina Andrade, o engenheiro da área de projetos Wanderley e o gerente regional Ricardo Geiffoni para avaliar os impactos ambientais que possam ser causados pela 2ª fase do projeto.

    Segundo o engenheiro da Copasa, a elevatória construída tem capacidade para captar o esgoto 712 casas.  Sobre a possibilidade ou não de construir o restante das casas no Bairro Pedro Lacerda, a regional de Bom Despacho já enviou laudo do impacto ambiental ao Ministério Público de Santo Antônio do Monte para avaliação. Ao todo, 149 mutuários, com escritura dos lotes em mãos, aguardam uma solução.

    Embora, a Copasa afirme não haver risco de contaminação, a ASPRASAM, ciente que os donos dos lotes não podem ficar prejudicados, que muitos foram os problemas e vazamentos desta mesma bomba nos últimos anos.

     

    A reforma da ETE – Estação de Tratamento de Esgoto

     

    A partir da denuncia do vereador Francisco Libério (Rasteira), uma Uma comitiva formada por representantes da Prefeitura e do Legislativo, vistaram a ETE – Estação de Tratamento de Esgoto para apurar se o vazamento ocorrido em Divinópolis poderia afetar a qualidade da água da cidade.

    Como a Revista Ágora já havia esclarecido e a comitiva pode constatar in loco é que são capitações diferentes e a ETE de Santo Antônio do Monte está em pleno funcionamento de suas atividades, sem riscos de vazamento.

    Na ocasião a engenheira ambiental, Isabella Garibaldi, apontou algumas intervenções, como o fechamento das tubulações e a queima do gás liberado no início do processo de tratamento do esgoto. O gás, em contato direto com a atmosfera, causa aquele mau cheiro característico quando passamos próximo ao local. Além do incômodo, ele provoca corrosão nas estruturas metálicas que compõe a Estação. 

    Todos os dados técnicos e questionamentos sobre a manutenção da Estação de Tratamento de Esgoto foram entregues a chefia da Copasa em Belo horizonte no último dia 5 de setembro. A empresa afirmou que enviará um técnico ao local para avaliar a estrutura e definir melhorias na Estação.

    Segundo o Gerente Ricardo Geiffoni, a qualidade da água oferecida aos santoantonienses está normal. “A espuma branca que eventualmente aparece quando abrimos a torneira após manutenção nas redes da Copasa é causada pela pressão da água em contato com o oxigênio. O cloro não causa coloração na água”, informou.

     

    Alerta da ASPRASAM

     

    Desde o início de agosto, a Associação de Proteção Ambiental de Santo Antônio do Monte – ASPRASAM tem usado as redes sociais para alertar sobre a situação crítica do córrego Guandu. Para o grupo, o racionamento só não começou antes por causa dos quatro postos anteriormente perfurados pela Copasa. “O nível de vasão do Guandu hoje é de 38 litros por segundo, índice registrado num momento bem crítico no final de outubro de 2014. O consumo diário em Santo Antônio do Monte é de 63 litros por segundo”, publicaram.

     

    Se você também está preocupado com a situação, participe da Audiência Pública dia 12, a partir das 18h no Salão nobre da Câmara Municipal!

     

    Muitos fatores influenciam para a falta d’água, muitos deles relacionados a forma que ocupamos a terra e as leis que regem seu parcelamento. Nesse sentido é muito importante que todos que estão preocupados com a situação e com seus agravantes nos próximos anos, participe da Audiência Pública para revisão do Plano Diretor Municipal no próximo dia 12 de setembro, a partir das 18h,  no Salão Nobre da Câmara Municipal. O documento sobre a audiência está disponível para leitura no site da Prefeitura.  Acessem e se preparem para debater de forma consciente e legítima, levantando os problemas, dando sugestões e ideias sobre os temas que serão colocados em pauta.

    O plano diretor de uma cidade delimita o que pode ou não ser feito, quais as formas de preservação e onde os loteamentos podem ou não ser feitos. Isso interfere diretamente na vida de todos que vivem na roça ou na cidade.

     

    Sobre o autor:
    Patricia Borges
    Patricia Borges
    Editora e proprietária da Revista Ágora. Estudou Gestão da Comunicação Integrada/Publicidade e Propaganda na instituição de ensino PUC Minas Arcos. Alguém que acredita que mais importantes que as repostas, são as perguntas que a gente faz.
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